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DO BRONZE AO OURO: A HISTÓRIA DE FOFÃO NO VOLEIBOL FEMININO

  • Foto do escritor: Verônica Torrealba
    Verônica Torrealba
  • 13 de nov. de 2018
  • 4 min de leitura

Imagem: Thayná Fuzinato (Olho No Lance)

Nesta Quinta-Feira (8), a ex-jogadora de voleibol feminino Hélia Souza, mais conhecida como Fofão, concedeu uma exclusiva ao blog Olho No Lance.


Premiada como a maior levantadora do vôlei mundial, Fofão conta sua trajetória desde como tudo começou até o ápice quando conquistou o ouro em Pequim 2008, além de contar a diferença entre o voleibol nacional e internacional.


Quando questionada sobre seu primeiro contato com o voleibol, Fofão disse que foi na escola, em uma aula de educação física, aos 8 anos, porém foi em seu último ano letivo que sua carreira começou pra valer, “A própria professora me levou para fazer um teste no centro olímpico e daí eu não parei mais. Foi na escola que eu aprendi a gostar do vôlei.”


Falando um pouco sobre sua trajetória na seleção brasileira, que começou aos 19 anos, a ex-levantadora relatou sua emoção ao entrar no time, “Com 19 anos eu não imaginava que eu fosse estar na seleção, apesar de ser jovem, nunca tinha ido para uma seleção de base e, geralmente, quem nunca vai pra uma seleção de base é difícil ser convocada como jogadora.” Fofão afirmou que sua convocação foi inesperada, “Foi uma surpresa muito grande e um sonho também, pois a vontade de representar o Brasil era muito grande.”


Citando a ‘Geração de Prata’, medalhistas pelo voleibol masculino nas Olimpíadas de Los Angeles em 1984, Fofão opinou, “Eu acho que a ‘Geração de Prata’ foi a que colocou o vôlei em evidência, não por ser só a masculina. Acho que ali foi quando deu início a tudo, onde as pessoas começaram a ver e o vôlei feminino foi acompanhando esse crescimento. Foi o espaço que fez o voleibol no geral ganhar espaço aqui no Brasil.”


Fofão já jogou por Espanha, Itália e Turquia respectivamente e compartilhou suas experiências e observações do voleibol feminino nesses países comparados ao Brasil, “Na Itália e na Turquia a organização é melhor. Na Espanha é meio amador e, apesar de ter uma liga razoável, fica atrás até mesmo do Brasil. Na Itália eu gosto muito porque eles têm uma organização muito completa, então você tem os jogos sempre pensando no torcedor.” nessa questão dos jogos, Fofão comparou com o Brasil, “Aqui no Brasil às vezes tem jogo sexta-feira às 21h30, é um horário ruim, prejudica um pouco as pessoas que vão para torcer. Na Itália você joga aos finais de semana, joga em horários onde eles sabem que as pessoas podem assistir tranquilamente. A televisão também conta com horários fixos para transmissão.” Segundo ela, no sentido de organização, a Itália está na frente do Brasil.


Ao comparar as torcidas, Itália permanece na frente do Brasil, “As cidades são muito próximas então as torcidas vão muito assistir aos jogos. Joguei na cidade Perúgia, onde o pessoal ia de ônibus e lá se organizavam, ficavam hospedados, então tinha todo um acordo com a cidade onde eles ficariam, para até mesmo ter um desconto e tudo mais. Eles viajavam, visitavam a cidade, iam para o jogo e depois iam embora. Foi um dos lugares onde eu mais tive tranquilidade de trabalhar.”


Imagem: Thayná Fuzinato (Olho No Lance)

Fofão falou também sobre como é ser reconhecida como a maior levantadora da história do voleibol feminino, “É muito bom. (risos) Eu sempre acho que o prêmio individual é uma valorização do que você fez na competição mas, quando você não é campeã, é meio estranho ganhar um prêmio desses, fica um pouco vazio, mas quando vem com o título, você fica muito mais feliz, porque você pensa: poxa, o conjunto todo foi completado.” ela realçou, “Você se motiva mais, vê que está sendo valorizada por aquilo que você está fazendo e eu acho que é isso que o atleta busca, sempre títulos e cada vez mais o seu crescimento. Eu acho que é um prêmio individual que valoriza muito o atleta.”


A ex-levantadora compartilhou seus pensamentos sobre o que pode melhorar no voleibol feminino na atualidade e o fim da vantagem, “O vôlei está sempre procurando se tornar mais fácil de ser assistido, ser entendido e as regras também sempre sendo mudadas para que fique melhor. A mudança da vantagem foi uma das melhoras que teve, pois geralmente um jogo de vôlei demorava 4h e era muito cansativo. Acho que ficou mais intenso, muito mais fácil de ser entendido mas ao mesmo tempo tem que treinar mais, porque ficou um jogo mais rápido então a exigência é maior. As regras por enquanto estão bem fáceis de serem entendidas, eu não mexeria mais em nada. A única coisa que eu mexeria é recepção de toque, que eu acho que é uma coisa que deve ser pensada, fica um pouco feio.”


Por fim, Fofão citou sobre sua despedida da seleção e as Olimpíadas de Pequim 2008, “Eu já tinha 17 anos de seleção e tinha certeza que aquela Olimpíada seria minha última, a última vez que eu vestiria a camisa do Brasil. Foi uma decisão que já estava tomada desde 2005, quando voltei para seleção, que eu faria todo esse ciclo até 2008, então eu queria que esses 3 anos , até chegar nas Olimpíadas, fossem perfeitos mas, durante o percurso, tive muitas dificuldades, muitos problemas de lesões, onde eu não tinha certeza que conseguiria chegar aos jogos de Pequim 2008 e isso me deixava muito tensa, mas procurei fazer um trabalho para chegar até lá mesmo. Foi uma entrega de corpo e alma. Finalizei com o título de campeã olímpica e acho que não poderia ter sido melhor.”


Equipe do 'Olho No Lance' / Imagem: Thayná Fuzinato (Olho No Lance)

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